quinta-feira, 24 de abril de 2014

APÓS DUAS DÉCADAS, STF JULGA COLLOR POR PROPINA

Posse do presidente Fernando Collor, em 1990
Após mais de 20 anos do impeachment que o tirou do poder, o STF (Supremo Tribunal Federal) deve julgar nesta quinta-feira (24) o ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). Acusado de receber propina para direcionar licitações de propaganda, ele pode pegar até 24 anos de prisão caso seja aplicada a pena máxima para os crimes.

Segundo a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), Collor teria chefiado um esquema, quando era presidente, para direcionar licitações de serviços de publicidade e propaganda, em 1991 e 92. Em troca, teria recebido um percentual do valor dos contratos pagos com verba pública.

Com o dinheiro supostamente desviado para contas-fantasmas, o ex-presidente teria pagado despesas pessoais, como pensão alimentícia a um filho. Collor é acusado de peculato (desvio de dinheiro público), corrupção passiva e falsidade ideológica –nesse último caso, porém, o crime já está prescrito.

 "É certo que a ligação do ex-chefe de Estado com os delitos aqui narrados não se limita à autorização para contatar o empresariado em busca de dinheiro e à ciência do que era conseguido, uma vez que o saldo das contas ideologicamente falsas custeava as despesas de Collor e de pessoas próximas, inclusive o pagamento da pensão alimentícia a seu filho, por exemplo", diz parecer da PGR (Procuradoria Geral da República), assinado pela subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques, que pede a condenação do ex-presidente.

Mesmo se condenado, Collor não perderá o mandato de senador, já que a decisão da Corte não será terminativa e ainda caberão recursos.

A ação contra Collor foi recebida pela Justiça Federal de Brasília em agosto de 2000. Sete anos depois, o processo subiu para o STF, uma vez que o ex-presidente foi eleito senador em 2006 e assumiu o cargo em 2007, passando a ter foro privilegiado. Outros acusados continuaram respondendo à ação na primeira instância.

Para a PGR, a participação do então presidente no esquema foi "amplamente demonstrada" em depoimentos colhidos durante a instrução do processo. "Todos os depoimentos creditam a atuação do grupo à figura do ex-presidente", completa.

O grupo envolvido teria acertado propina de 10% do valor do contrato com a agência vencedora da licitação.

O esquema teria contado com a execução de integrantes do primeiro escalão da Presidência. Segundo a Procuradoria, os recursos arrecadados "por meio de propina" eram depositados em "contas-fantasmas" --aberta no Banco de Boston e utilizados para pagamentos de despesas pessoais de Fernando Collor, Osvaldo Mero Sales (adjunto da Secretaria Particular da Presidência da República) e Cláudio Vieira (ex-secretário de Collor na Presidência).

"Assim, tem-se o pagamento de propina por empresários do ramo de publicidade à equipe do então Presidente da República em troca da intervenção para que os primeiros saíssem vencedores em licitações governamentais. (...) Fernando Collor comandava as operações por meio do 'testa-de-ferro' Osvaldo Mero Sales.", acusa a PGR.

O parecer da PGR cita que o grupo utilizou "nomes e registros fiscais falsos", o que impediu "qualquer controle ou alcance da fiscalização".

Dos atuais ministros do STF, apenas um, o ministro Marco Aurélio Mello, foi indicado por Collor quando o alagoano ocupava a Presidência. Mello é ainda primo do ex-presidente.

 No entanto, as chances reais de condenação de Collor são pequenas. Isso porque, de acordo com o Código Penal, cada um dos crimes tem condenação máxima de 12 anos, com prescrição daqui a dois anos.

Como já se passaram 14 anos do recebimento da denúncia, Collor só poderá ser punido caso seja condenado a pelo menos oito anos de prisão -- penas inferiores a oito anos prescrevem em 12 anos. Em caso de condenação menor, os crimes estarão prescritos. "Para alguém ser condenado a oito anos, tem que ser um processo muito bem argumentado. É difícil ocorrer", afirma o professor de Direito Penal da Universidade Federal de Alagoas Welton Roberto Simões.

Já no caso da falsidade ideológica, o crime prescreveu em agosto 2012, depois do prazo máximo de 12 anos após o recebimento da denúncia.

Procurada pelo UOL, a assessoria de imprensa de Collor afirmou que o ex-presidente está confiante na absolvição, mas disse que ele não iria comentar as acusações. A reportagem não conseguiu localizar Cláudio Vieira e Osvaldo Sales, que também são citados como acusados de participar do suposto esquema.
(Portal UOL)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

OS ALDEÕES DE GARANHUNS - JOAQUIM DA COSTA CAMPOS


Avenida Santo Antônio - Década de 1970 - Foto de Massillon Falcão
Português, vizinho de Quintão, consorciado com Judite e sua descendência compunha-se de: Odilon, Raul, Otávio e Orlando. Esta turma, mais velha do que nossa geração, já se encontrava em "outras águas", inclusive porque o "portuga" os colocara, desde cedo, no trabalho. Proprietário da Sapataria "Calçado Pátria" localizada na Rua Santos Dumont, 15, ali era encontrado sempre na luta - uma faca na mão, cortando couro destinado à confecção de calçados, pois também os fabricava. Já de cabelos brancos, era incansável na sua tenda comercial. 

No mundo social chegou a ocupar a presidência do Comércio Sport Club, pois gostava do jogo bretão. Talvez por isso, nunca negava contribuição, quando a gurizada ia solicitar auxílio para a compra de uma bola de couro.

Na qualidade de comerciante, improvisou um sistema de crediário, uma espécie de "carnet", que constava de um cartão padronizado, com 24 pequenos quadros. No cabeçalho o nome do comprador, valor da mercadoria e contribuição semanal. Pagamento aos sábados, dia de feira. Era uma maneira prática de vender a crédito, principalmente a matutada - freguesia certa, nos fins de semana. Utilizando tal sistema de crédito, adquiri em 1930, um sapato Clarck no valor de trinta mil réis  (30$000), pagamento de um mil réis por semana. O seu divertimento, era jogar gamão com o vizinho Felinto Velho.(Fonte da Pesquisa: Livro "Os Aldeões de Garanhuns, de Alberto da Silva Rêgo)

terça-feira, 22 de abril de 2014

DOUTORA MARTA GUIMARÃES E OS SEGREDOS DA PSICOLOGIA

 Do Blog do Roberto Almeida

Não faz muito tempo que quem procurava ajuda de um psicólogo era julgado como louco, deficiente mental ou no mínimo incapaz de resolver os próprios problemas Isso mudou muito nos últimos anos, embora ainda exista preconceito e ignorância em relação aos profissionais que trabalham com terapia.

Em Garanhuns, 20 ou 30 anos atrás, eram poucos os psicólogos estabelecidos na cidade. Hoje temos em torno de 80 psicólogos radicados no município, muitos deles nascido na terra das sete colinas, que estudaram fora, mas fizeram questão de vir exercer sua atividade aqui mesmo.

Dentre os bons profissionais que atuam em Garanhuns, está a psicóloga Marta Guimarães. Natural da Suíça Pernambucana, tendo estudado na Escola Henrique Dias e no Colégio Quinze de Novembro, ela fez seu curso em Recife, porém logo que terminou a faculdade retornou e há 12 anos trabalha na cidade, tendo clientes ou pacientes de praticamente todos os municípios da região.

Marta Guimarães é psicóloga e psicoterapeuta, atende crianças, adolescentes, adultos, pessoas da 3ª idade (ou boa idade, como prefere dizer), tendo ainda se especializado em terapia de casal e terapia familiar.

No seu consultório, na Clinical Armando Monteiro, localizada perto do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a garanhuense trata pessoas com problemas de depressão, síndrome do pânico, estresse, ansiedade, ciúme doentio e timidez excessiva.

A profissional recebe pessoas de todas as idades. Alguns ela começou a tratar com três anos de idade, muitos são adolescentes e alguns dos homens e mulheres que vão ao seu consultório já passaram dos 50 ou dos 60. Segundo ela, não dá para dizer se é mais fácil tratar alguém mais jovem e que o paciente de mais idade é mais difícil. “Depende mais da personalidade de cada um do que da idade”, informa.

O fato é que quem procura o psicólogo ou psicóloga tem algum tipo de problema e precisa da ajuda de um profissional experiente. São diversas as causas que provocam a quebra do equilíbrio de uma pessoa. Não dá para elencar todas, mas certamente a separação de casais deixa marcas profundas no homem, na mulher e principalmente nos filhos.

Dra. Marta mesmo admite que por seu consultório já passaram muitas crianças ou jovens “destroçados” emocionalmente pela separação dos seus pais. Admite também que muitos a procuram por conta de crise de identidade ou tendências homossexuais, convencidas de que uma boa terapia pode ajudar.

Dá a entender que o homossexualismo não é doença e por isso nem sempre a atração por pessoas do mesmo pode ser resolvida através de terapia ou de ajuda médica.

Marta Guimarães é uma pessoa que gosta do que faz. Atende gente de Garanhuns, Capoeiras, Calçado, Jupi, Caetés, Lajedo, São João, Angelim e todas essas cidades que formam o Agreste Meridional.  Em alguns casos pais, mães ou filhos chegam a sua procura um tanto aflitos e às vezes sem dinheiro. Nem por isso deixam de ser recebidos com a atenção que merecem.

Além de atender no consultório, Dra. Marta dá palestras em Garanhuns e outros municípios da região. Há 10 anos que ela faz um trabalho voluntário junto ao grupo de Alcoólicos Anônimos e muitas de suas intervenções, nos lugares onde é convidada, é sobre a doença do alcoolismo, que tem destruído muitas famílias e vidas em todo o Brasil, inclusive na nossa região.

Antes de acumular experiência no consultório, a psicóloga garanhuense trabalhou em Recife no Hospital Psiquiátrico Luiz Inácio e no Hospital da Tamarineira. Durante nove anos foi funcionária da empresa Nossa Senhora Engenharia (âncora da Celpe) e foi a responsável pela implantação do Departamento de Recursos Humanos das Lojas Almeida, em Capoeiras. Por três anos foi a psicóloga do CRAS do município de Calçado, onde ainda hoje é lembrada com carinho, tanto que sempre a convidam para momentos especiais do município.

Possivelmente por conta de toda sua experiência e dedicação, por duas vezes Marta Guimarães foi escolhida a melhor psicóloga de Garanhuns, recebendo uma premiação especial e sendo apontada como “uma das mulheres em destaque da cidade”.

Apesar do reconhecimento público, de dedicar a vida a pessoas consideradas complicadas,  a psicóloga em questão cativa as pessoas por ser simples, alegre, compreensiva e prestativa. Parece sempre estar de bem com a vida e possivelmente assim fica mais fácil levantar o astral de quem a procura.

Dra. Marta Guimarães, para quem não sabe, é filha de Manoel Pereira Guimarães e de Luíza Domingos. Seu pai já faleceu e todos em Garanhuns o conheciam por Til, por ser o fundador da Empresa Transtil, ainda hoje em plena atividade e administrada pelos filhos.

Aliás, Marta se orgulha muito de duas coisas: de ter nascido em Garanhuns e de poder trabalhar na cidade, ajudando as pessoas. E também de atualmente também fazer parte do grupo de pessoas que administram a empresa criada por seu pai.

Quem por acaso ainda tiver alguma dúvida sobre a eficiência do trabalho do psicólogo ou alimenta preconceitos em relação à atividade procure conhecer um desses profissionais de perto. E se for Dra. Marta Guimarães pode ter certeza de que em pouco tempo você estará bem melhor, tendo a impressão de conhecê-la há muitos anos.

Satisfeita com a atividade que exerce e o reconhecimento do seu trabalho, a psicóloga dedica o sucesso profissional à sua família, que sempre a apoiou e esteve junto quando precisou. "Eles se orgulham do que faço e eu tenho orgulho deles", concluiu.

PROFESSOR VILELA PREPARA LANÇAMENTO DE “DOMINGUINHOS – O NENÉM DE GARANHUNS”


Conhecido em todo o Nordeste por retratar as aventuras, histórias e os heróis do “Incrível Mundo do Cangaço”, o professor Antônio Vilela apresenta no próximo dia 25, durante a realização do Festival Viva Dominguinhos, mais uma obra de sua autoria. Trata-se de “Dominguinhos – O Neném de Garanhuns”, um livro que traz detalhes da vida e da carreira de José Domingos de Moraes, o nosso Dominguinhos, falecido em junho do ano passado.

Na Obra de 144 páginas, o Autor descreve desde o nascimento até a morte e o pós-morte do Artista, que foi considerado por muitos, como o sucessor do Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

 “Dominguinhos – O Neném de Garanhuns” traz imagens inéditas do Cantor, conta passagens pouco conhecidas da vida do Garanhuense ilustre e reproduz depoimentos emocionantes sobre a sua vida e obra. “Como tinha mais de 20 páginas biografadas do nosso Mestre e muito material do nosso amado sanfoneiro, resolvi ampliar esta biografia em um livro. Inicialmente iria colocar o título: ‘Dominguinhos. O Menino de Garanhuns’, mas atendendo a uma sugestão da irmã de Dominguinhos, Maria Auxiliadora Moraes, lançamos o ‘Dominguinhos – O Neném de Garanhuns’, já que era assim que ele foi chamado pelos familiares”, pontuou Vilela.

Com prefácio de Zezinho de Garanhuns; contra capa de Mourinha do Forró; capa de Ailton Paulino e patrocínio do Instituto Histórico, Geográfico e Cultural  e da Prefeitura de Garanhuns, o mais novo filho do professor Vilela será lançado oficialmente no próximo dia 2 de maio, na Câmara de Vereadores. “Também estaremos no dia 9 de maio na Bienal do Livro, que acontece aqui em Garanhuns”, complementa Vilela.
(Do Blog do Carlos Eugênio)

segunda-feira, 21 de abril de 2014

OS ALDEÕES DE GARANHUNS - PEDRO DA SILVA MAIA



Feira de Rapadura em Garanhuns, década de 1950.
Foto de Massillon Falcão

Pedro da Silva Maia, o caçula de Tomaz Maia, contemporâneo a amigo das peladas, é um dos personagens do presente relato. Algumas vezes, ele defendia, como guardião, as cores do Comércio. Na outra barra, para preencher alguma lacuna, eu ali me encontrava.

Independente de integrar ou não a equipe rubro-negra, após um "match" Sport-Comércio, geralmente realizado aos domingos, à tarde, se o segundo ganhasse, então eu estaria no "index" a fim de receber apupos de uma turma de garotos residente, na minha rua - duas casas abaixo moravam os Maia-Leite. Quando aconteceu o fato, pela primeira vez, houve, de minha parte, aquele "impacto". Sucedeu num domingo, ao sair de casa, após a "ceia". O Sport havia perdido o jogo para o Comércio. Displicentemente, passando em frente à casa do Sr. Leite, onde havia um ajuntamente de meninos, sentados na calçada e em cadeiras, - presentes o Pedro, Letícia, Olga e a gurizada de D. Eulália, ouvi o sussurro de uma estrepitosa "vaia", que não estava no "gibi"...

Bastante encabulado, eu tentei mudar de direção, apressando o passo (porque não confessar - correndo), procurando fugir de tal situação. Algo não  esperado. E o pior: ficou na rotina dos domingos em que o "Sport" entrava na "sola". E olga era a "comandante da orquestra". A solução foi mudar de roteiro, quando o Comércio conseguia a vitória.

Mas, passado o domingo, as amizades voltavam ao normal. Só no dia de "descanso do Senhor", quando os dois times rivais se defrontavam, (era sempre o clássico da cidade), é que a rixa aparecia. E como era "fervente" a torcida de lado a lado!

Há alguns anos encontrei o Pedro Maia. Aquela festa entre amigos. Disse-me, então: Ainda recordo aquele jogo - Comércio e Sport, em que fiquei danado da vida porque o Sport venceu 2x0 e você não deixou entrar nem "pensamento". "Fechou a barra".

Realmente, recordo-me, foi o jogo emocionante, em que, toda vez que fazia uma defesa, agarrando a bola firmemente, se havia algum adversário perto (lembro-me de um Silvestre, dizem que quem leva pancada nunca se esquece), era sempre contemplado com um pontapé. No final do "match" eu estava todo moído.

Apos o embate, vitorioso - dia em que não recebi vaia, fui convidado para uma pequena comemoração no bar Glória.

À noite, neste dia, no bar do Arnóbio, compareci. Só havia rubros-negros. Todo mundo eufórico. Os beberrões  estavam ali.

Os parabéns de Chico Leal, o treinador de cadeira cativa, sem luvas e sem salário, foram as dádivas do dia de "glória" com o corpo dolorido de muita pancadaria.

Ninguém sabe o "dia de herói"! Sucede imprevistamente. Da forma que chega, vai embora - como um meteoro. No  dia seguinte, ninguém comenta mais. Entra no esquecimento das cousas passadas. O que é bom é porque ficam as recordações sempre lembradas nas "horas da saudade"...(Fonte da Pesquisa: Livro "Os Aldeões de Garanhuns", de Alberto da Silva Rêgo)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

COMITIVA DO IHGG VISITA PREFEITO EM EXERCÍCIO DE GARANHUNS AUDÁLIO FILHO

O prefeito em exercício, Audálio Ramos Machado  Filho, recebeu a visita da comitiva do Instituto Histórico,  Geográfico e Cultural de Garanhuns (IHGG) na manhã desta quarta-feira (16), no Gabinete do Palácio Celso Galvão.

Em reunião, os integrantes do Instituto definiram diretrizes de algumas ações que serão realizadas no mês de maio, na II Bienal Internacional do Livro do Agreste e, em julho, na 24ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns, além de outras parcerias que estão sendo definidas para esse ano. Estiveram presentes na reunião o presidente do IHGG, Cláudio Gonçalves, o diretor financeiro, Anchieta Gueiros, o diretor de patrimônio, professor Vilela, o diretor adjunto Edilson Nunes, o assessor de imprensa, Jakson Fitipaldi e o professor e escritor da cidade de Lajedo, Paulo Henrique.

Texto e Foto: Samara Pontes
Secom/PMG

terça-feira, 15 de abril de 2014

COLLOR DERROTA VEJA E LEVA INDENIZAÇÃO HISTÓRICA

Nesta semana, a Editora Abril, da família Civita, depositará cerca de R$ 1 milhão numa conta bancária indicada pelo senador e ex-presidente da República, Fernando Collor (PTB-AL). O motivo: a Abril foi condenada em última instância a indenizá-lo por ofensas morais publicadas na revista Veja.

Desse total, R$ 945 mil já foram depositados pela Abril em juízo. Outros R$ 195 mil ainda são objeto de questionamento e referem-se ao tempo em que a editora comandada por Fabio Barbosa protelou a execução da sentença.

A decisão final do Superior Tribunal de Justiça foi tomada por uma razão simples. Collor foi absolvido das acusações de corrupção relacionadas ao processo que redundou em seu impeachment, em 1992. No acórdão, o ministro Sidnei Beneti rejeitou os embargos da Abril que questionavam o valor da indenização – valor considerado "módico" pelo ex-presidente.
(Portal Brasil 247)