segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PESQUISA DATAFOLHA CONFIRMA VIRADA DA CANDIDATA DILMA ROUSSEFF

Pesquisa do Datafolha divulgada agora há pouco no site da Folha de São Paulo, Portal UOL e TV Globo, confirmam a virada da candidata Dilma Rousseff informada pela manhã pelo Instituto MDA.

De acordo com o Instituto paulista, Dilma está com 52% dos votos válidos enquanto Aécio Neves ficou com 48%. Por conta da margem de erro a diferença de quatro pontos a favor da petista não configura vitória e a situação ainda é de empate técnico.

Incluídos votos brancos e nulos Dilma somou 46% no Datafolha e Aécio 45%. Cinco por cento dos eleitores pretendem votar em branco ou anular o voto e outros 6% ainda estão indecisos.

A pesquisa do Datafolha foi realizada hoje e foram entrevistados 4.389 eleitores por todo o país.

Blog do Roberto Almeida


domingo, 19 de outubro de 2014

ÓDIO AO PT ESTÁ MATANDO A CANDIDATURA DE AÉCIO NEVES


Por Laura Capriglione


Imerso em uma piscina de bílis e ódio, o  candidato tucano Aécio Neves chamou a sua adversária Dilma Rousseff, no debate do SBT, de “mentirosa” e “leviana”. Foi agressivo e desrespeitoso como não se tinha visto até ali.

Ele não precisava disso. O ex-governador de Minas já fora repreendido abertamente por Luciana Genro (PSOL) quando lhe levantou o dedo, durante um debate.

"Por que Aécio nunca fez isso contra adversários homens?", perguntou o PT.

Aécio tem contra si uma denúncia séria de agressão contra mulher, reportada pelo jornalista Juca Kfouri em 2009. Ele “deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio”, escreveu Kfouri na época.

O candidato até ameaçou processar por injúria, calúnia e difamação. Mas o jornalista sustentou a informação e Aécio deixou por isso mesmo.

Por que será?

Os marqueteiros de Aécio já deviam saber que o ódio é um aliado mortal em eleições democráticas. Assusta. É repulsivo. Na história, só ganhou eleições em países à beira do precipício da ruptura institucional.

Todos se lembram da abertura da Copa do Mundo, estádio novinho em folha, quando o Brasil deu ao planeta a prova cabal da qualidade da elite que tem. Do setor ultra-vip do estádio, especificamente do camarote do Itaú (e eu nem insinuo que seja mais do que uma infeliz coincidência que se tenha tratado do mesmo banco da dona Neca Setúbal, a coordenadora do programa de governo de Marina Silva), elevou-se o grito “Ei, Dilma! Vai tomar no c?!”

Foram milhares de vozes cujos donos ou tinham sido convidados por megacorporações para estar lá, ou eram felizes pagantes dos cobiçados ingressos Fifa (na porta, cambistas ofereciam os últimos tickets por até R$ 2.000).

A violência e vulgaridade do insulto, transmitido para bilhões de aficionados do futebol espalhados pelas centenas de países que receberam o sinal direto da Arena Corinthians, em Itaquera, zona leste de São Paulo, durou poucos minutos —mas infinitos minutos para Dilma, que, estóica, suportou com o semblante fechado a humilhação diante do mundo.

O resultado? Ela saiu transformada do episódio. Voltou a ser a vítima com aura heroica. Os seus agressores, ao contrário, depois do grito, vestiram-se com a máscara repulsiva e covarde dos linchadores.
Linchadores de uma mulher, é bom salientar. Isso nunca pega bem.

José Serra, em 2010, todos se lembram, além de forjar uma agressão por bolinha de papel, pôs-se a denunciar o suposto abortismo de Dilma, ele, cuja própria mulher havia se submetido a uma interrupção voluntária da gestação. Tanta encenação, percebeu-se logo, foi só para agradar ao raivoso e descontrolado pastor Silas Malafaia. De novo, assustou.

Aécio vai na mesma toada.

Soltar cachorros hidrófobos gera vítimas e a sensação de que todos estão ameaçados. Ninguém —a não ser os loucos— quer isso para o país. Eis porque geram repugnância as manifestações de intolerância explicitas como as que atingiram o ator e escritor Gregório Duvivier, quando foi atacado aos berros em um restaurante de comida natural só porque cometeu o “erro” de escrever em sua coluna de jornal que votará em Dilma.

É atirar no próprio pé o PSDB se associar ao ideário do Clube Militar, a pretexto de derrubar o PT. Até a grife de óculos escuros Rayban sofreu durante anos o impacto negativo nas vendas, por associação como essa… Porque os Rayban eram os preferidos dos torturadores. A turma do porão da Ditadura aparecia pouco, mas quando o fazia, vinha sempre escondida detrás daquelas lentes que em outros países representam o glamour da aventura. A minha geração baniu o Rayban escuro.

A impressão que dá é que o PSDB, por falta de algo melhor para dizer (além de que manterá o Bolsa-Família), precisa insuflar o ódio para criar factóides de imprensa. É a única coisa que explica que Fernando Henrique Cardoso afie os dentes dos advogados da supremacia do Sul e Sudeste, ao atribuir à desinformação do povo nordestino a votação acachapante no PT, durante o primeiro turno das eleições presidenciais.

“O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”, disse FHC, desdenhoso. O resultado foi uma horda de doidos ter-se considerado autorizada pelo mestre a externar os mais odiosos preconceitos. A rede social está coalhada de manifestações dos baixos apetites incitados.
Como resultado óbvio de tal convergência insultuosa Aécio viu crescer e se multiplicar a sua taxa de rejeição. Afastou novos eleitores e conseguiu assim estancar o crescimento eleitoral que poderia levá-lo a vencer o PT. Agora, de novo, é Dilma quem detém a iniciativa.

A semana promete!

Blog da Laura Capriglione

sábado, 18 de outubro de 2014

A LIDERANÇA POLÍTICA DE SOUTO FILHO

Gerusa Souto Malheiros


Identidade do Deputado Estadual
Dr. Souto Filho.
O político e o alto funcionário do estado, se projetaram no mapa de Garanhuns, da qual ele foi um apaixonado.

Garanhuns, representou sempre para meu pai, o seu caminho, o seu espaço e a sua porta de ligação com o brasil. Estava sempre de volta às suas queridas plagas, mas, mesmo de longe, conservava um “pied à terre” em Garanhuns.

Era fascinado pela natureza e pelo clima da sua terra.
A beira do seu túmulo, por ocasião dos seus funerais, um dos oradores, intérprete do povo de Garanhuns foi o jornalista Hibernon Wanderley, que naquele momento de consternação, evocou as serras e os montes de Garanhuns, encobertas pela garôa, uma maneira da natureza sentir a perda do mais ilustre e destacado homem público da sua cidade.

Inegavelmente, meu pai foi um representante de ação legislativa parlamentar de grande realce pelos seus projetos nas casas do Congresso. Nele existia um equilíbrio de seriedade e austeridade sobre a coisa pública.

O saudoso Alfredo Vieira, falecido há poucos anos, em seu livro “Garanhuns do meu tempo”, retrata com muito acerto, a vida pública do meu pai, cujo título é “Liderança Política”.

“Um  dos mais eminentes líderes políticos, que conheci ainda ao tempo, da chamada República Velha, foi o Deputado souto Filho, ou melhor Antônio da Silva Souto Filho; Curador de Órfãos da Comarca da Capital, Senador Estadual e Líder do Governo, no período anterior a Revolução de 1930; Deputado Estadual e Federal em várias legislaturas e representante à Assembleia  Constituinte  de 1933, nas eleições que seguiram após a Revolução.

Recebendo expressiva votação não só no Município de Garanhuns, mas, em várias cidades do Estado de Pernambuco, foi o único representante da oposição eleito e lhe foi assegurada a sua volta ao cenário político nacional.

O fato, constituía, sem dúvida alguma, a afirmação do seu prestígio, pois Souto Filho, era uma das figuras mais em evidência, do “tempo das oligarquias” como eram chamados todos os que militavam na política da antiga República Velha. A República Nova, que se iniciava com a vitória do movimento Revolucionário de 1930 e os integrantes da “Aliança Liberal” que defendiam os postulados de uma ação Renovadora da Política Nacional em todos os sentidos, traziam como um dos pontos fundamentais do seu programa, a Reforma Eleitoral com o “voto secreto” , arma que, decerto, daria ao eleitor a liberdade absoluta para escolher livremente os seus candidatos.

Souto Filho voltava ao cenário político com votação secreta, numa eleição  que os entendidos na época, declaravam ter sido a mais livre de todos os tempos, realizada em Pernambuco.

Souto Filho era ligado ao meu pai, por uma amizade vinda dos tempos da Faculdade de Direito e cimentada na política de Dantas Barreto. Começando na condição de Oficial de Gabinete do Governador Dantas Barreto, cargo de natureza política por excelência (naqueles tempos), o “dantismo” mandava para a Câmara dos Deputados do Estado, vinte e sete Deputados, entre eles, Souto Filho ( nota lembrada por Costa Porto, no seu livro “Os tempos de Dantas Barreto, página 83, comentando fatos ocorridos em torno de uma Rebelião interna do P.R.D. nos idos de 1915).

Garanhuense, nascido na Região “Mochila”, hoje município de Brejão, era filho do Coronel Antônio da Silva Souto, também político atuante no município de Garanhuns. Herdeiro das qualidades políticas do seu genitor na inteligência e na argúcia, com maior vivência dos problemas políticos e sociais do seu tempo, o Dr. Soltinho, como lhe chamavam os mais íntimos, foi indiscutivelmente por muito tempo, o “cacique mór” da política de Garanhuns e um dos seus mais legítimos representantes.

A Revolução de 1930 o encontrou em Garanhuns, e, quando teve conhecimento de que as forças políticas da Capital, se desorganizavam culminando com a fuga do próprio governador Estácio Coimbra, que abandonou o Palácio do Campo das Princesas, em rebocador para se refugiar na cidade de Barreiros, Souto Filho se apressou em entregar a Prefeitura Municipal de Garanhuns da qual, o seu cunhado Coronel Euclydes Dourado era Prefeito, à Junta Militar Revolucionária, composta de José Gaspar da Silva, Fausto Lemos e Mário Lyra. Souto Filho, entregava materialmente, a Prefeitura de Garanhuns, porém jamais abdicou a sua chefia política, tanto assim que conforme salientamos fora eleito por votação secreta, no primeiro pleito eleitoral que se seguiu à vitória da Revolução.

Souto Filho, apesar de ligado aos compromissos dos que dominavam o poder político anterior a Revolução de 1930, via-se eleito para a Constituinte de 1933, dentro dos novos processos da República Nova, numa afirmação incontestável à sua argúcia política, não deixando herdeiros diretos para a continuação da política que praticou e realizou durante longos anos em Garanhuns, em torno do seu nome e do seu prestígio. Entre outros gravitavam os integrantes da família Branco, cujo maior expoente foi o Deputado Elpídio de Noronha Branco, ligado também ao grupo de Eurico de Souza Leão, ex-chefe de polícia do governo Estácio Coimbra e também figura de proa nos governos anteriores; Antônio Café e seus amigos; a família Leal. Em verdade todos viviam politicamente em torno de sua pessoa.

A partir de 1933, já no Recife, preparando-me para ingressar na Faculdade de Direito do Recife e, mais tarde repórter do “ O Estado” jornal de oposição ao governo Lima Cavalcanti, de propriedade do usineiro Fileno de Miranda, frequentava assiduamente a casa de Souto Filho, à Rua Joaquim Nabuco, Capunga, onde hoje se ergue o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora. Em sua companhia, travei conhecimento com outros políticos do antigo P.R.P. entre eles doutor Arnaldo Olinto Bastos, Renato da Silveira, Genaro de Barros Guimarães, professor Edgard Altino de Araújo e outros próceres alijados pela Revolução, que procuravam articular um novo candidato para o futuro governo do Estado, cujo nome mais cotado era o de João Alberto Lins de Barros, ex-tenente de 1922 e 1924 e ex- interventor de São Paulo, no início do governo Vargas.

Iniciando-me no contato com “velhas raposas políticas”, quando sozinho, o deputado Souto Filho analisava os acertos e desacertos, dos seu correligionários políticos, com aquela argúcia que lhe era peculiar. Em certa ocasião, com a natural timidez do aprendiz de “frasquinho de veneno”, com que o mimosearam nas crônicas políticas, os seus adversários.

Respondeu-me que era também nos pequenos frascos (frasquinhos) que se guardavam os melhores perfumes. O deputado Souto Filho, era realmente de pequena estatura, franzino e falava com certa mansidão. Sabia ser sóbrio , quando era necessário sê-lo, porém veemente na defesa dos amigos e das teses que apoiava. A sua casa vivia sempre cheia de correligionários e de amigos e nas conversas ali realizadas, sempre se aprendia alguma coisa. Certa vez, quando estranhava não ter havido revide de sua parte a certa afirmação de um dos seu opositores, respondeu-me com a seguinte frase; “seu” Alfredo, aprenda que o político para ser realmente político, é obrigado as vezes, a engolir sapos, sem vinho do Porto. Essa expressão, ouvi muitos anos mais tarde, repetidas vezes, no “Solar do Benfica”,  residência do meu querido e saudoso amigo, Senador Novais Filho, ao lembrar-lhe a necessidade de um revide mais forte a uma crítica contundente de seus adversários políticos.

A nossa amizade pessoal com o deputado Souto Filho e seus familiares, jamais sofreu solução de continuidade. Vinha de pai para filho, respaldada numa mútua confiança, até o final dos seus dias.
Vitimado por uma síncope cardíaca, (naqueles tempos não se usava a expressão parada cardíaca) Souto Filho, faleceu no Recife, em 19 de junho de 1937, em sua residência, na Avenida Osvaldo Cruz, 281, na condição de líder da oposição, na Câmara Estadual.
Casado com a senhora Francisca Salgado Guedes Nogueira Souto, na intimidade chamada carinhosamente de D. Chiquita Souto, deixou os seguintes filhos: senhora Maria Esther Souto, professor Antônio Souto Neto, médico, analista, professor catedrático do Ginásio Pernambucano e há vários anos seu Diretor, senhora Maria Gerusa Souto Malheiros, casada com o engenheiro Raul Malheiros e professor Cláudio Fernando da Silva Souto, professor catedrático da Faculdade de Direito do Recife.

A senhora Souto Filho, faleceu também no Recife, em 11 de outubro de 1967. Em verdade, em toda a sua vida, o  deputado Souto Filho, fez “escola política”. Pena é que não tenha deixado herdeiros diretos da sua argúcia política e que os seus correligionários e amigos, não tivessem aprendido bem as suas lições, para melhor servirem aos interesses comunitários de sua terra e de sua gente”.

Num dos aniversários do meu pai, o noticiou o “Jornal Pequeno” do Recife, muito lido  aquela época, com estas palavras:

Deputado Souto Filho:

Faz anos nesta data o ilustre Dr. Souto Filho, digno deputado estadual e líder da bancada oposicionista da Assembleia.
Inteligência penetrante , servida por uma cultura apreciável, político de radicado prestígio, fino homem de sociedade, cidadão reto, o nataliciante merece o conceito que conquistou entre os seus concidadãos.
Curador de Órfãos nesta Capital, é merecidamente tido como exemplo de honradez e correção de atitudes.
Ao deputado Souto Filho, que deve ser hoje muito homenageado, levamos os nossos cordiais parabéns.
O distinto casal Souto Filho, deixa de dar recepção por motivo de luto recente.
(Fonte: Livro "Memórias de Amor", de Gerusa Souto Malheiros, filha de Souto Filho).

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

HERMÍNIA LINS

Hotel e Hospedaria Mota  de Vicente Dantas Filho - Garanhuns

Pinto Ferreira

Minha avó materna, Hermínia Lins, chamada familiarmente pelas netas pelo nome carinhoso de Mãe Nina, nasceu em março de 1875, na cidade de Palmares, filha caçula do velho Antônio Cesário da Silva Brasileiro. Sua mãe faleceu quando ela tinha 10 anos e assim foi praticamente criada, na sua segunda infância pela sua irmã Leopoldina, a quem venerava como uma mãe.

Aos 17 anos casou-se, no mês de abril de 1892, na cidade de Palmares, com Leopoldino Lins, de cujo consórcio houve três filhas, e nenhum filho: Maria Ernestina, Maria Adélia, Maria Regina. Ao contrário das famílias numerosas de então, o casal teve poucos filhos, contradizendo assim o tipo comum e generalizado das grandes e numerosas famílias da velha sociedade patriarcal. O casamento se realizou na cidade de Palmares, que então possuia rica e florescente vida local.

Hermínia Lins era possuidora de extraordinária beleza, e algumas pessoas ainda hoje vivas (1967), e que a conheceram na Colônia, como Armando Vasconcelos, que depois foi meu bedel como aluno na Faculdade de Direito, não se cansava de repetir que era a moça mais bonita que conheceu.

Dela bem me lembro na minha infância. Possuia um gênio autoritário, meio imperialista, com grande poder de atração sobre as pessoas e um especial sentimento de ajuda em favor dos semelhantes. Toda a vida da família se concentrava por assim  dizer em derredor de seu foco de atração solar: marido, genros, filhos, netos, parentes e amigos.

Estácio Coimbra, que duas vezes foi o governador de Pernambuco, tinha-lhe uma atenção especial, e um pedido seu era uma ordem. Quando Vice-Presidente da República, vindo ao Recife, foi uma feita homenageado pelo casal no solar da Av. João de Barros.

Lembro-me bem dela na última fase de sua vida, já pelos 50 anos de idade. Era um mulher morena, de olhos castanhos, as linhas do rosto denunciando a grande beleza de sua juventude. Era de uma dedicação extrema para com os netos, e mesmo displicente em repremir as suas faltas. Cumulava a todos os netos de presentes, e quando viajava para o sul, trazia as malas carregadas de presentes, que distribuia sem regatear e a mancheias pelos seus netos. Todos gostavam dela.

No solar da Av. João de Barros dominava como uma rainha. Sempre havia o que fazer no grande sítio, com suas fruteiras, seu viveiro, seus parentes, a mesa grande para o almoço e para o jantar posta para umas 20 pessoas, a quem meu avô servia como patriarca.

Os dois netos dedicava uma atenção especial: a meu irmão mais velho José e à minha prima Maria Ernestina, a quem criou desde o seu nascimento. Os pais desta, depois da morte da sua primogênita, deram-na para criar, a fim de consolá-la da dor imensa e profunda da morte de sua  primeira filha, Sinhá, ocorrido em 1911. Dizem que minha avó ficou um ano alheio ao mundo, desconsolado e triste, sentada numa soleira, distante das coisas.

A morte desta sua filha primogênita, Sinhá, ocorreu em 12 de março  de 1911, aos 18 anos. Recém-casada, com um jovem e brilhante juiz, Cunha Melo, que depois foi Ministro do Supremo Tribunal Federal, viajou para o Amazonas, onde o marido servia como juiz federal. De lá voltou doente, e faleceu na Casa-Grande da Av. João de Barros, de bexiga, com um filho no ventre, quase prestes a nascer. A ciência médica de então, o dr. Gouveia de Barros à frente, especialista famoso e ainda hoje com nome, apesar de todo o seu empenho e dedicação, não pôde salvá-la. A moléstia, lenta e dolorosa, a aniquilou, deixando inconsoláveis o marido e os pais. Foi uma ano doloroso, este de 1911.

Minha avó era profundamente religiosa. No solar da Av. João de Barros, havia um quarto especialmente dedicado aos Santos, o santuário, alguns deste depois guardados por minha mãe. Eça de Queiroz relembra que a mitologia Católica criou cerca de 3.000 Santos. Alguns deste mereciam um culto especial: São José, santo Antônio, sem contar o Menino-Deus e Nossa Senhora.

Por vezes minha avó era madrinha de certas solenidades religiosas, em Boa Viagem, onde costumava veranear durante as férias. Excedia-se então no cálido sentimento religioso de culto dos Santos e na fraternal caridade pata com os pobres.

Tinha assim o seu mundo: nele dominava como uma rainha de beleza e de bondade. (Foi mantida a grafia da época).

CÂMARA DE GARANHUNS ENTREGA TÍTULOS DE CIDADÃO

A Câmara de Vereadores de Garanhuns homenageou na manhã desta quarta-feira (15), em sessão solene, os senhores Eliel Duarte da Silva e José Fernando Luna Alves com a entrega de título de cidadão garanhuense.

A solenidade foi prestigiada por todos os vereadores de Garanhuns, e por autoridades da cidade e região , entre elas o secretário de Planejando, Fernando Nunes, que representou o prefeito Izaías Régis, o Sr José Paulo , delegado do conselho regional de contabilidade, o Sr. Mario Melo, do movimento Focolares / Caruaru, o secretário de governo Wanderley Lopes, a secretária de educação, Janecélia Marins , representantes das associações de bairros e membros do conselho tutelar de Garanhuns, além de familiares e amigos dos homenageados.

As honrarias foram propostas pelo presidente da Câmara, Audálio Filho (PSDC) e pela vereadora Nelma Carvalho (PR), respectivamente, em virtude da dedicação dos homenageados no desenvolvimento de suas funções, ao mesmo tempo em que prestam relevantes serviços à comunidade de Garanhuns.

Portal  da Câmara

ENCONTRO DE POETAS - HOMENAGEM AO POETA MAXIMINO BEZERRA POR SEUS 35 ANOS DE VIOLA


GARANHUNS - APROVADO PROJETO QUE BENEFICIA IDOSOS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


Foi aprovado em 2ª votação, na última segunda (13), na Câmara Municipal de Garanhuns, o Projeto de Lei Nº 075/14 de autoria do Vereador Audálio Filho (PSDC), que reserva 5% dos apartamentos térreos dos conjuntos habitacionais populares, aos idosos e portadores de deficiência contemplados nos programas habitacionais construídos no município de Garanhuns. O benefício se estende a pessoas que tenham dependentes nessas condições.

Segundo Audálio Filho, seu projeto visa contribuir para o aprimoramento do atendimento prestado nos programas habitacionais desenvolvidos no município, e afirmar que os portadores de deficiência têm o direito de gozar de mecanismos que facilitem sua locomoção, o que justifica a reserva dos andares térreos para o atendimento de suas necessidades.

Quanto ao atendimento aos idosos, o parlamentar ressalta: ¨Minha intenção é exercer ainda maior alcance, uma vez que é grande o número de pessoas com mais de 60 anos residindo nos conjuntos habitacionais, estando muitas delas na condição de dependentes dos mutuários. Não obstante as dificuldades oriundas da idade, parte considerável desses idosos encontra-se em apartamentos não-térreos, tendo que enfrentar as adversidades que esse fato proporciona, - finaliza.

O Projeto de Lei segue agora para ser sancionado pelo Prefeito Izaías Régis.